Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Cascais incentiva o uso da energia eólica

Para o presidente da Cascais Energia e vice-presidente da autarquia, Carlos Carreiras, "o vento, como outras energias renováveis, é uma das apostas de futuro no concelho, sensibilizando os munícipes para a importância da eficiência energética no desenvolvimento sustentável e na diminuição da factura com a energia".

Segundo o responsável, o "Wind Parade Day", nome do evento, "pretende mostrar que a energia eólica é eficaz, no sentido em que contraria os efeitos nefastos das alterações climáticas, reduz a dependência energética dos combustíveis fósseis e representa um bom investimento".
Durante o dia serão inauguradas sete turbinas eólicas, de forma a "contribuir para uma visão orientada para o futuro, amiga do ambiente e sustentável".


Estas turbinas vão ficar expostas no local durante seis meses, sendo posteriormente oferecidas a instituições de solidariedade social do Concelho.

Uma das turbinas estará decorada com o desenho vencedor do concurso "Pinta a Tua Turbina", lançado às crianças das escolas do primeiro ciclo e do ensino pré-escolar do concelho de Cascais.
Para os mais novos, está reservada uma mostra dos trabalhos resultantes do concurso "Pinta a Tua Turbina", um circuito onde poderão andar de carrinhos solares e um mural de pintura "Street Art".

De acordo com a autarquia, esta iniciativa tem por objectivo valorizar a produção energética no tecido urbano e residencial do concelho, a partir de energias renováveis, de forma a mostrar que o cidadão comum e as famílias podem transformar-se em produtores e vendedores de energia à própria rede pública, a partir da instalação de micro-turbinas eólicas nos lares, à semelhança do que já sucede noutros países.

A abertura do "Wind Parade Day" está agendada para sexta-feira e conta com a presença de Carlos Carreiras, que dará início ao funcionamento dos aerogeradores existentes no local e à exposição "Pinta a Tua Turbina".(D.N)

Domingo, 12 de Julho de 2009

E A FRASE DA SEMANA VAI PARA...


« Sempre houve sacos azuis nos partidos»
Isaltino Morais, entrevista ao Jornal I.
fonte Cartoon- www.sergeicartoons.com

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Vozes do Passado...


" (...)E o Imperador -- juro-lhe, mestre Brás, por estas três divisas! -- já não via outra coisa senão os portugueses! – “Quem são aqueles carvoeiros que se batem como leões?” -- perguntou ele em Wagram. E quando lhe disseram que era a Legião, que éramos nós, o Imperador empinou-se nos estribos e gritou aos marechais: “Qu'on ménage les portugais” Poupem-me os Portugueses, que são os melhores soldados do mundo!-

- Estava lá também o meu filho? -- per­guntou o ferrador, o pichel de estanho a tremer-lhe nas mãos, chorando e rindo.-- Estávamos todos, mestre Brás. A gente não largava o Imperador, nem ele a nós. Quando dormia nos campos de batalha, e depois em Schoenbrun, eram os Portugueses que ele queria a guardá-lo, como se fossemos os seus veteranos de Itália. Quantas vezes, sozinho, encostado à minha arma, no silêncio da noite, à luz das fogueiras, eu velei o sono de Napoleão! Via-o ali, pela porta aconchegada dos casebres, entregue só à minha guarda, a dormir debaixo do seu capote cin­zento, a luz a bater-lhe na cara; olhava para ele e para mim; considerava a grandeza que a minha espingarda humilde protegia, e não era orgulho, mestre Brás, era ternura que me crescia cá dentro, e os olhos arrasavam-se-me de lágrimas, como se estivesse a velar o sono duma criança! Viessem duques, viessem marechais do Império, viesse Deus! com um português ali, ninguém lhe cruzava a porta; ia um passo a frente, a baioneta à cara: -- Passe de largo! Sua Majestade dorme!”E diante do ferrador, que o olhava vibrando de comoção, os olhos rasos de água, Miguel contava agora as cargas gloriosas de Ebersdorf, coruscantes de baionetas portuguesas; os horrores da retirada da Rússia, marcha interminável de farrapos, entre gelos eternos e aldeias incendiadas; o frio, a fome, os cossacos, os olhos vermelhos de oftalmias, os festins de cavalos mortos, as revoadas negras de corvos crocitando sobre a neve branca; mostrava-lhe, voltado para o sol que entrava de chapada pelo quarto, as cicatrizes que lhe cortavam o peito e a cara, uma sabrada em Wagram, uma baionetada em Smolensko, uma bala em Saragoça, as divisas e o bastão de sargento em Moscovo. -

- Só me faltou morrer, mestre Brás, para ser feliz!-

- E o meu filho? -- insistia o ferrador, numa expressão ao mesmo tempo de angústia e de orgulho, a barbuna branca pungindo, os olhos brilhando na máscara curtida da forja. -
-Também foi ferido, o meu filho?

- O seu filho bateu-se como os outros ! Cuida vossemecê que foram só os homens feitos, a arrancar como leões? Não! Também as crianças, também os clarins de onze e doze anos, que lá iam três na cavalaria do Loulé, também os tambores, os pequenos tambores da Legião, pouco maiores que as jaquetas que traziam, os tambores do tamanho do seu filho, mestre Brás, — que eram o sorriso e a bravura dos regimentos, e que marchavam para a morte, batendo a carga, como quem vai para uma festa !E enquanto, lá baixo, na loja, o fole da forja roncava e os martelões de ferro retiniam nos rompões das ferraduras, o Miguel contou como um pequeno tambor da meia brigada do bravo coronel Pego se tinha coberto de glória na véspera de Wagram.
O corpo de exército do duque de Reggio, onde estava incorporada a Legião portuguesa, passara o Danúbio, em pontes de barcos, debaixo dum céu negro de tempestade. A trovoada rugia; a artilharia troava; pesadas cordas de agua fustigavam, chicoteavam, assobiavam nos penachos vermelhos dos kaulbachs da Guarda, nos shakos enormes chapeados de cobre, nas baionetas que se alinhavam, lampejando, em colunas de batalhão, sobre as massas escuras dos capo­tes. Um nevoeiro espesso envolvia os granadeiros gigantescos e os galhinhos imberbes de Oudinot; pesava sobre os hussardos, os dragões, os couraceiros de Davout, escalonados como serpentes de escamas de ferro; escondia a Guarda velha, brônzea, solene, eriçada de águias, batida sempre do vento impetuoso da glória. O Imperador, rodeado do seu estado-maior, expedia ordens. Soavam clarins; tilintavam sabres nos estribos. De repente, já antemanhã, das alturas de Rutzendorf, duas baterias austríacas, de emboscada, apoiadas nas tropas do arquiduque Carlos, romperam o fogo. Napoleão mandou a divisão de Oudinot desalojá-las e tomar a posição à baioneta. Mas a artilharia, estoirando, abriu clareiras de sangue, varreu pelotões inteiros; as tro­pas do duque de Reggio, colunas espantadas de galuchos, fugiram, como pardais, e os três batalhões Portugueses, que ocupavam a retaguarda, pardos, compactos, serenos, encontraram-se frente a frente do inimigo.

O fogo das batarias recrudesceu; clarões de inferno, coroando as cristas da posição, espalhavam a morte; quebrado o primeiro ímpeto, os batalhões, esfrangalhados, unidos ainda pela bravura do coronel Pego e do valentíssimo Stwart, que os animavam, que lhes gritavam, que os sacudiam: «Para a frente! para a frente!», recusavam-se já a marchar, iam dispersar-se, desordenar-se, fugir. Então, o tenente-coronel Baltasar Ferreira Sarmento, erguido sobre o cavalo, a espada no ar, apontou aos soldados estupefactos um pequeno tambor da Legião, que, indiferente ao perigo, os cabelos ao vento, o peito às balas, enorme na sua bravura, avançava sozinho, montanha acima, batendo a carga.

Atrás daquela criança, que era um herói, os batalhões, negros de pólvora, unidos como um só homem, caíram à baioneta sobre os austríacos, rugindo, uivando, cantando. Estava tomada a posição. Dali a pouco, no campo, perante o cadáver do pe­queno tambor caído de bruços e crivado de balas, o coronel Pego, com as lágrimas nos olhos, contava a Napoleão e aos marechais como aquele pequeno de catorze anos conduzira à vitória os batalhões portugueses. Os soldados choravam. O sol rompia o nevoeiro da manha.

E enquanto Oudinot, comovido, cobria com a capa cinzenta de marechal o corpo mutilado, Napoleão, tirando do peito a sua cruz da Legião de Honra, deixou-a cair sobre o cadáver do pe­queno tambor.-- Foi então -- continuou Miguel -- que eu avancei e disse ao Imperador:

«Sire, conheço o pai deste rapaz; deixe-me levar-lhe a cruz, em vez de o enterrar com ela!»

E diante do velho ferrador, que tremia e chorava em silencio, Miguel levantou-se do banco de castanho, descobriu-se, tirou da algibeira do capote uma pequena cruz de oiro presa a uma fita vermelha, e disse, entregando-lha solenemente:-

- Aqui tem, mestre Brás, a cruz da Legião de Honra que o seu filho ganhou.

Dai por diante, o velho ferrador de Manique nunca mais pensou em mudar a escorva à escopeta, e só pedia a Deus que lhe desse vida para poder contar a toda a gente a gló­ria do filho.”

Júlio Dantas, “O Tambor” in Pátria Portuguesa.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Portugal tem a Gasolina mais cara da UE antes de impostos!



Portugal encerrou a primeira metade do ano em curso com os preços dos combustíveis mais caros da União Europeia, ou seja, mesmo antes de ser aplicada a tributação obrigatória, o preço da gasolina é o mais caro de entre os 27 estados-membros. No caso do gasóleo temos o quarto preço mais alto. Curioso é o facto de o valor do barril de crude ter vindo a descer a mínimos históricos.
Os preços do petróleo encerraram a primeira semana de Julho registando uma queda assinalável, pressionados pela valorização do dólar. Deste modo, em Londres, o barril de Brent para entrega em Agosto desceu 1,56 dólares, ou 2,4%, para os 64,05 dólares. Antes, o crude tocou os 63,26 dólares, mínimo desde 28 de Maio. Em Nova Iorque, o barril de West Texas Intermediate baixou 2,70 dólares, ou 4,1%, fechando nos 64,03 dólares. Durante a sessão, os preços atingiram os 63,40 dólares, o valor mais baixo desde 28 de Maio.Apesar deste cenário, Portugal terminou o primeiro semestre do ano com os preços dos combustíveis mais caros de entre os 27 países membros da União Europeia. Se não levarmos em linha de conta os impostos, o nosso país é mesmo assim o que pratica o preço da gasolina mais caro da UE. No caso do gasóleo temos o quarto preço mais alto. Fica assim patente que em Portugal o preço dos combustíveis, desde o início de 2009, tem subido mais do que a média dos países da UE.
fonte:JN

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Sugestão de Leitura- " No Inferno dos Khmer Vermelhos- Testemunho de uma Sobrevivente"

"Denise Affonço, cidadã francesa de remota origem portuguesa, sobreviveu ao inimaginável: os campos da morte criados pelos Khmer Vermelhos no Camboja. Viu o seu companheiro ser levado e nunca mais soube sequer para onde foi ou que desgraça o engoliu. Viu uma das suas filhas morrer de fome. E só após quatro anos de inferno regressou do pesadelo depois da invasão vietnamita do Camboja. Ou julgava que tinha regressado. Em Paris, onde hoje trabalha para o Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia, muitos não acreditaram nas histórias que lhes contava. Desprezavam-na. Diziam que era impossível. Pareciam dispostos a testemunhar, os que tinham ido ao Camboja de Pol Pot, que o seu relato era imaginário e ali se estava antes a construir um comunismo perfeito, sem moeda, sem desigualdades, sem sofrimento. O negacionismo não é fenómeno novo e ainda hoje tragédias humanas mais do que estudadas continuam a ser consideradas por alguns como puro fruto da imaginação. Por isso Denise Affonço, se teve a determinação e a sorte para sobreviver, entendeu que tinha a obrigação de contar. Na primeira pessoa. Com a intensidade própria de quem sofreu e o sentido de urgência de quem sabe que nenhum testemunho se pode perder quando a cegueira de certas ideologias as leva a negar a realidade."

Sábado, 27 de Junho de 2009

Video- Na Sombra do Teu Olhar

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Feira de Artesanato do Estoril




No próximo dia 2 de Julho, quinta-feira, arranca
mais uma edição da Feira Internacional de
Artesanato da Costa do Estoril.

A FIARTIL
vai decorrer até 30 de Agosto e, à semelhança
de anos anteriores, conta com cerca de 300
artesãos, provenientes de várias zonas do país.
O evento inclui ainda uma área de restauração,
com oito espaços gastronómicos.

Domingo, 14 de Junho de 2009

Concerto de Verão




Começou o Verão...Gang


Cascais: Morreu ao fugir de gang

"Acabou em tragédia a noite de Santo António para um jovem de 18 anos. Aldair Martins, morador no Bairro da Torre, Cascais, morreu ontem, pelas 07h00, na estação da CP local quando, com quatro amigos, fugia de um grupo com mais de vinte elementos de bairros rivais.

Para escapar à ira dos opositores, subiu para cima de uma carruagem mas, em circunstâncias ainda por apurar, caiu. 'Há quem diga que escorregou, mas também existe a hipótese de ter sido electrocutado', contou ao CM um tio, Lito Indau.

'Vinham de uma festa da espuma no Armazém F, em Lisboa, e logo aí foram provocados, o mesmo acontecendo durante a viagem de comboio. À chegada, foram agredidos. Quando o Aldair caiu, ficou inconsciente e os outros ainda o apedrejaram e deram pontapés.'

O jovem, estudante de Mecânica, acabou por falecer a caminho do Hospital de Cascais. A PJ investiga. "


Fonte: C.M. (foto- Tio de Aldair)

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Video- Dia da Raça

Dia da Raça!






Domingo, 7 de Junho de 2009

10 de Junho- Dia da Raça

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Dia 7 de Junho PNR é SOLUÇÃO


Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Teatro sai à Rua em Cascais


No próximo domingo, pelas 17 horas, o teatro sai à rua, com a apresentação da peça "Rei D. Carlos na Villa de Cascaes".
Por iniciativa da Op’Arte, associação juvenil, e do grupo de teatro Byfurcação, munícipes e turistas vão ser contempladoscom a representação de quadros históricos.
O espectáculo será apresentado ao longo de oito semanas (7, 13, 20 e 27 de
Junho e 4, 11, 18 e 25 de Julho), em vários locais do centro de Cascais: Rua Direita,
Jardim Visconde da Luz, Largo de Camões, Praia dos Pescadores, Cidadela e Largo 5 de Outubro.
Durante essas oito semanas, serão apresentados vários aspectos do tempo da Monarquia, desde a presença da "Corte em Cascaes" até ao "Comunicado do Rei D. Carlos", não esquecendo um "Comício Republicano", "A sociedade, a educação e a etiqueta", "Os pescadores ou o sapatinho da Cinderela" e "Os desportistas".

Segundo os responsáveis da Op’Arte, "de forma lúdica e divertida pretendemos despertar o interesse do público, munícipes e turistas, para o importante papel que D. Carlos teve em Cascais e a sua relação com o Desporto e o Mar".
A iniciativa conta com o apoio da Câmara de Cascais e ComCascais.

Fonte: Jornal da região

Sábado, 30 de Maio de 2009

Recolha subaquática de resíduos na praia dos pescadores.

Este sábado decorre mais uma operação de recolha subaquática de resíduos sólidos na Praia dos Pescadores, em Cascais.
O objectivo é promover a limpeza dos oceanos e a preservação da biodiversidade marinha.
A operação será transmitida num ecrã, em directo, e contará com uma grua para remover os resíduos de grande dimensão. Já estão inscritos na acção cerca de 120 mergulhadores.
O encaminhamento para reciclagem dos resíduos recolhidos de embalagens é assegurado pela Sociedade Ponto Verde.
Desde o ano passado, mais de duas mil toneladas de resíduos foram recolhidas do fundo do mar em três locais do país. A maioria foi plástico, vidro, madeira e metal.(Fonte)